|
Ouro&Dinheiro
|
|
Terminou a Crise? Curiosamente, o comportamento humano apresenta padrões de repetição interessantes, embora, em determinadas ocasiões, dramáticos e perigosos. Não são poucas as histórias que se ouve de situações onde cidades inteiras se encontravam sob a ameaça de alguma avalanche ou erupção vulcânica e se mostraram descuidadas, sobrevindo a ruína a muitos. Sinais de tremor eram sentidos por toda parte, paredes e muros desabavam, mas nada de grandes alarmes, mas uma esperança vã tomava conta de muitos. Isto tudo até que alertas eram, finalmente, dados (quando já mais nada poderia ser feito) e populações inteiras solicitadas a abandonar esta ou aquela região em razão do perigo de destruição iminente. Todavia, sempre houve aquelas pessoas que, demasiadamente otimistas (ou incautas mesmo) se recusavam a deixar suas moradias, mesmo a despeito de grandes probabilidades que falavam a favor de uma tragédia iminente. E, em algumas ocasiões, o pior aconteceu para aqueles que, obstinadamente, permaneceram em suas casas a despeito das ameaças visíveis de tragédias que se anunciavam. Em se tratando da crise financeira internacional, é mais do que facilmente perceptível que a grande mídia (subserviente e vendida até à alma) alardeie que “tudo não passou de um susto”. Nada, porém, mais falso! Toda a engrenagem do atual sistema econômico e financeiro internacional está desgastada, apodrecida e com seus dias contados. Os atuais governos populistas dos EUA e Brasil (este último a caminho de terminar de deslanchar o neocomunismo sul-americano através do governo petista), ainda procuram promover festins com o dinheiro público que mais se parecem com churrascos de hienas que se fartavam de rir. É algo como se banquetear em dias de matança. Paul Craig Roberts, em The Crisis is not Over, assim se refere à atual situação da economia norte-americana, em artigo recente: “As ameaças à economia dos EUA são extremas. No entanto, nem a administração Obama, a oposição republicana, economistas de Wall Street, nem a mídia parecem mostrar qualquer sinal de alarme. Em vez disso, o público é suprido com desinformação sobre a recuperação econômica dos EUA e sobre os enormes gastos em guerras sem sentido que estão acelerando a ruína econômica da América.” Já no Brasil, fala-se, até mesmo, sobre uma futura apreciação do Real. A Depreciação do Real e a virtual Impossibilidade de sua Apreciação Não há a necessidade de se ser nenhum expert em finanças, economista, mega investidor, conselheiro de finanças, administrador de carteiras de investimentos, ou qualquer coisa que o equivalha. Basta que se tenha a noção básica, fundamental, elementar, e por que não dizer, até mesmo pueril, sobre o que seja, de fato, o fenômeno inflacionário, para que se visualize a virtual impossibilidade de haver apreciação do Real, uma das piores moedas do planeta. Um dado real e fundamental: Total do Meio Circulante Nacional: R$ 137.448.516.822,25 (01-2011) Total do Meio Circulante Nacional: R$ 23.692.129.517,96 (Há exatos 10 anos atrás) Fonte: Banco Central O Brasil possui uma dívida pública pra lá de assombrosa, um superávit na balança comercial sustentado (a duras penas) pelo setor de alimentos (e por mais nada), um governo populista e comunista, uma população que não poupa, um paquiderme gigantesco de “benefícios sociais” sem nenhuma contrapartida em produção, uma estagnação tecnológica e de produção científica patéticas, e, o que é ainda pior, uma economia fortemente voltada para o mercado interno. E isto sem falar que a maior parte dos investimentos estrangeiros no Brasil é descaradamente especulativa. Não assumimos uma hipótese, mas admitimos um triste fato: A situação econômica do Brasil é insustentável a longo prazo! Evidentemente, terão dificuldade em enxergar isto os que têm por fonte de informação a mídia brasileira (vendida até à alma) e seus informes econômicos deliróides. Ainda não se viu (nem de modo ofuscado) e ainda não se admitiu (por credulidade incauta) que o futuro do Brasil e do seu Real estão sujeitos a sucumbir ao menor estalo dos pilares que sustentam a economia ocidental (doentiamente balizada no dólar norte-americano e em balanços de resultados econômicos pra lá de apavorantes). O Brasil já é uma economia com características de nação neoescravagista à semelhança da Rússia e da China. Em outras palavras: um estado hiperconcentrador de renda que mal consegue sustentar a si próprio. Observemos, por exemplo, a economia alemã (de longe, a mais frutífera de todo o continente europeu, e a terceira maior economia do mundo - ficando atrás apenas dos EUA e Japão). É uma nação cujo solo é generoso em matéria prima (destaque para a metalurgia, indústria química e para a constância de sua produção voltada para o mercado externo e com uma população exemplarmente disciplinada). É, sobretudo, uma economia de mercado, e altamente competitiva. E não seria exagero algum afirmar que a União Econômica Européia, com sua Zona Euro, seria completamente inviável não fosse a pujança da economia alemã e o comportamento realista e não exibicionista (consumo desenfreado e fútil) de seu povo. Ainda assim, esse colosso econômico está se enfraquecendo devido a praga neocomunista que já vai se disseminando, qual peste, mundo afora, patrocinada pela Organização das Nações Unidas, esta por sua vez firmemente posicionada no afã de estabelecer uma Nova Ordem Mundial política, econômica e militar com poderes ultra centralizados e com uma moeda única. E o que dizer do Brasil? Tristemente, uma nação cujo solo é ainda mais generoso do que o solo alemão, porém com uma cultura econômica popular digna de um fenômeno de pura e persistente alienação maciça. A História está repleta de evidências que demonstram que estados ricos e usurpadores, mas com uma população miserável (como o Brasil, por exemplo) tem seus dias de abundância já contados. Não há exemplo histórico onde o estado tenha sido a própria fonte de seu sustento e prosperidade. Se o povo de determinado estado não for producente, o estado (ainda que se mantenha por algum tempo) e sua moeda estão fadados à inexorável ruína econômica. E o que fazer então? Aceitar a realidade de que o pior ainda está por vir, não se acomodar a períodos de pseudo-estabilidades, e, acima de tudo, não dar crédito a governos que desacreditam a si próprios pelas atitudes que cometem. Prepare-se para um futuro de grandes e dolorosas incertezas! Livre-se, o quanto antes, de suas dívidas, não contraia empréstimos e acumule bens duráveis e de valor real: ouro, prata, terras, imóveis e pedras preciosas! Equipe Ouro&Dinheiro |
