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INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA
Não resta a menor dúvida de que os assuntos sobre os quais tratamos em nosso website: Ouro, Prata, Dinheiro, Investimentos, dentre outros, é algo bastante fascinante. Todavia, não há fascinação alguma em não se poder investir, em não ter dinheiro, em estar endividado.
Há confusão e desorientação, de sobra, quando o assunto é riqueza, ou melhor, quando vêm à tona questões tais como: “ser rico”, “ficar rico”, “enriquecer”, “como enriquecer”, e até mesmo “o que é enriquecer”.
Livros, manuais e websites tratando do assunto também não faltam, alguns chegando a prometer fórmulas ou métodos “infalíveis” a fim de que alguém atinja o status de rico (vocábulo de origem germânica – reich – e que significa: poderoso).
Outro tópico que não podemos deixar de comentar, diz respeito às riquezas ilícitas, ou seja, aquelas obtidas às custas de fraude, de desonestidade, de maldade. São as riquezas malditas, o dinheiro contaminado com sangue, dinheiro esse que a nós em absolutamente nada interessa.
Em nossa opinião, o que mais vale em toda essa história é a independência financeira, o que não é, necessariamente, a mesma coisa do que ser rico no sentido materialista da questão, embora há os que são financeiramente independentes e também ricos.
Acontece que há pessoas muito ricas porém atormentadas com o pesado fardo de manter suas posses ou de aumentá-las, ao passo que há pessoas que desfrutam de grande tranquilidade econômica, independência financeira e abastança, o que lhes traz conforto físico e mental, diversas possibilidades de desfrutar de seus bens, sem que para isso se sintam atormentadas pelo medo de perder seu status financeiro atual, ou pelo desgastante malabarismo mental a que têm de se submeter a fim de, ao final da leitura de si próprias, poderem concluir: “sou rico”.
Um dos mais enganosos e nocivos modelos de riqueza é o que é apresentado pelos filmes, seriados e novelas de televisão, onde o que é apresentado como riqueza, na maioria das vezes destoa dramaticamente da realidade, mesmo da realidade de pessoas literalmente muito ricas.
Não é incomum, neste ou naquele filme, seriado ou novela, falar-se em 100, 300, 500 milhões de dólares, 2, 5 bilhões de dólares, e até mais, quando, apenas para citar um exemplo, a média de ganhos financeiros anuais da população norte-americana (a nação mais rica do planeta) é de cerca de U$ 30.000,00 dólares ao ano. Mesmo o famoso “um milhão de dólares” é, para a maioria esmagadora das pessoas, em todas as nações do mundo, algo tão distante quanto os anéis de Saturno (estamos falando de pessoas honestas!).
Todavia, ainda que se consiga atingir um milhão de dólares em patrimônio (ou até bem mais do que isso), o conceito de riqueza vai bem mais além do que um conceito materialista reducionista e até mesmo algo vago. A riqueza pode interferir positivamente, mas também negativamente, na vida de quem a recebe. Com o dinheiro se levantam pessoas caídas, mas também se pode fazer tombar quem de pé estava.
Também há o caso de milionários (incluem-se aqui industriais, empresários, celebridades internacionais, dentre outros) os quais “estiveram ricos” por algum tempo, tendo, posteriormente, que amargar o pesado status do endividamento severo e da falência completa. Os exemplos são muitos, alguns nomes: Gary Coleman, Kim Basinger, Larry King, Marvin Gaye, Donald Trump, Abraham Lincoln, dentre outros, foram pessoas que já experimentaram, na carne, a falência. Algumas delas tendo se recuperado, outras jamais. E há os casos em que a dor da perda de um patrimônio conquistado com honestidade, suor e até lágrimas pode ser até mesmo pior do que simplesmente jamais tê-lo tido.
Ser independente financeiramente, em poucas palavras, significa estar completamente livre de dívidas, ter dinheiro para suportar crises pessoais e outras adversidades sem muito esforço (como a perda de um negócio ou emprego), ter dinheiro para poder fazer praticamente tudo o que se deseja (limitações sensatas se aplicam, obviamente) e manter o status de rico ou de abastado perpetuamente, passando-o às gerações de filhos e netos, os quais bem instruídos só acrescentarão mais riqueza ao que já foi conquistado.
Esta é apenas a introdução para uma nova série de artigos que nossa equipe vem elaborando a fim de demonstrar que ser independente financeiramente é muito mais simples do que muita gente pensa.
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