“Se existe alguma coisa a respeito da qual se deva fazer exatamente o oposto do que o governo e a mídia lhe dizem para fazer, essa coisa é investir em ouro”. Robert Ringer

 

O Fim do Padrão Ouro - Parte 2

 

Um Novo Sistema

 

Ainda em 1933, o governo imprimia US$ 20,67 dólares em papel-moeda para cada onça de ouro que detinha. Em 1934, a mesma onça de ouro podia ser utilizada para lastrear US$ 35,00 dólares em dinheiro de papel, uma diferença de US$ 14,33 dólares. Desta forma, o valor do ouro detido pelo governo aumentara cerca de US$ 3 bilhões de dólares, o que significava que Roosevelt, em um truque, foi capaz de levantar a astronômica quantia de US$ 3 bilhões em dinheiro novo a partir do nada.

Ele e seu governo poderiam então usar esses US$ 3 bilhões para os empreendimentos que tinham em mente. Desta forma, Roosevelt colocava uma enorme quantidade de dinheiro novo em circulação, o que ajudou a economia a se recuperar por um certo período de tempo.

 

No entanto, sua empreitada tinha um custo. Em primeiro lugar, Roosevelt havia, efetivamente, desvalorizado o dinheiro dos EUA (papel-moeda) em relação ao ouro em 41 por cento. Segundo, distanciando os Estados Unidos do padrão-ouro, iniciou-se um processo potencialmente perigoso.

Se um dia os EUA abandonassem, em definitivo, o padrão-ouro, e se o governo não tivesse a intenção e a disciplina para frear a emissão de mais dinheiro, certamente isso conduziria a economia dos Estados Unidos a diversos problemas. E não deu em outra coisa!

Quatro décadas mais tarde, em 1971, os laços remanescentes dos EUA para com o padrão-ouro foram finalmente rompidos pelo presidente Richard Nixon, em uma tentativa de resolver uma séria crise de fluxo de caixa.

 

 

O presidente anterior, Lyndon Johnson, havia empreendido a Guerra do Vietnã, ao mesmo tempo em que começava a bancar caros programas sociais (a chamada Guerra à Pobreza). Em 1969, Nixon herdava estas obrigações, as quais optou por manter.

 

Ambos os presidentes tiveram problemas para obter dinheiro suficiente para seus empreendimentos e programas, porque nem eles e nem o Congresso americano estavam dispostos a aumentar impostos para suportar uma guerra cada vez mais impopular. Para conseguir o dinheiro que precisavam, Johnson e Nixon contraíram bilhões de dólares em empréstimos, e depois gastaram tudo.

 

No processo, infundiram uma enorme quantidade de dinheiro na economia, o que levou a economia dos EUA a um grave processo inflacionário, evidentemente. Esse processo também levou os EUA a um outro problema: o do saldo da balança comercial, já que os Estados Unidos estavam importando muito mais do que exportavam. Como resultado, cada vez mais dólares permaneciam retidos fora do país.

 

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